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domingo, 23 de janeiro de 2011

Sem ninguém, Nº 6250


Sem ninguém


Poeta que sou
Clamo a vida, louvo a morte
Poeta que sou
Abomino o azar, bendigo a sorte
Eu falo do bem, eu falo do mal
Choro réquiem, canto carnaval

Mostro o mel da felicidade
Como também, o fel da saudade
Falo do espinho e da flor
De amargura, de amor

Poeta que sou
Com os mais belos versos e rimas
Faço sorrir, faço chorar
Poeta que sou
Crio tanto encanto e no entanto
Não tenho com quem partilhar.//

Música 6250, R.Bozza.

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