Você
Você foi o escudo a espada, jogo limpo trapaça
O mel o fel, em nossa relação
Você foi a benção a praga, a ventura a desgraça
Inferno e céu, da nossa paixão
Você foi a descrença a fé, que um dia chorei por querer
Você foi a menina-mulher, que tento e não posso esquecer
Você é o espinho que rasga, um açoite flagela arrasa
Um despacho, mandinga uma praga
Que me atirou em cruel solidão
Você é a doença mais rara, esse mal que não sara
Essa dor que não passa
Veneno, pro meu coração.//
Música 6722, R.Bozza.
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