Carta
ao poeta
Prezado Chico, andei ouvindo um boato
Aposentaste a pena, deixando o pinho de lado
Perdoa amigo, se em sua vida se mete
Esse aprendiz de poeta, preocupado com o mestre
Repara Chico, os namorados na rua
Nem ligam mais para a lua
Triste esquecida no céu
Não ouves Chico, choram bordões choram primas
Por ti soluçam as rimas
De Lupicínio a Noel
Vai longe o tempo de Carolina
De Januária, à janela
A moça feia pensando que a banda
Tocava pra ela
Do bosque da tua rua, que todo balão caía
Daquele amor impossível, de olhos claros como o dia
Acorda Chico, não fique aí tão calado
Pega o violão dos guadados
Solta no ar tua melodia
Levanta Chico, não adormeça aos guardados
Saca a viola do saco
Vamos fazer poesia.//
Música 235, R.Bozza.
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