Funerais
da poesia
Meu caro amigo ilustre fã desconhecido
Chegou-me às mãos essa manhã o seu pedido
São belos versos com ricas rimas tão bem escritos
Muito obrigado pelo cuidado que me cercou
Quiçá mereça todo esse apreço que demonstrou
Diz que é aprendiz de poeta
Quem faz canções como esta
Já é um professor
Não adormeci entre os guardados conforme ouviste
Nem a viola deixei de lado ando tão triste
Ver nosso povo coitado
Ser assim tão mal tratado
Com palavrões baixaria
Por isso ando calado
Carpindo em luto fechado
Os funerais da poesia
Sem Januária sem Carolina sem serenata ao luar
Andaram mudando a moda
Pro amor em versos e trovas
Infelizmente atualmente já não existe lugar
Vem vindo a aurora chegou a hora da despedida
Pautas em branco vou acenando estou de partida
Quem sabe um dia renasce a poesia a mando de Deus
Quem sabe por Ele a gente se encontra poeta adeus.//
Música 236, R.Bozza
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