Terno
e sapato novo
Terno e sapato novo nunca gostei de usar
Um deixa o pé apertado
O outro nem o nó da gravata eu sei dar
Terno e sapato novo eu tremo só de pensar
Mas não tem jeito hoje à tarde
Com esses fantasmas eu vou duelar
Desde as cinco esperando
E o carrilhão bate seis
O povo está cochichando
Será que a noiva não vem
Já sufocado desesperado
Lá pelas sete chegou o meu bem
A cada passo nos pés eu dava
Uma punhalada ferina mortal
Visões do padre de chifre e rabo
O próprio Diabo o juízo final
Feito um louco tirei toda a roupa
Deixei a noiva aos pés do altar
Terno e sapato novo
Juro por todos os santos
Eu nunca mais vou usar.//
Música 239, R.Bozza.
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