Prometeu
No Cosmo além das estrelas, rezava em meditação
Um canto doce triste ecoou
Que força tinha a cantiga, quebrando minha oração
Quem era esse poderoso cantor
A Zet fiel soldado, mandei que o trouxesse a mim
No rosto do abençoado, surpreso eu mesmo me vi
Seus olhos nos meus tocaram, minha alma se encheu de
luz
Enquanto assim falava, saudou-me com o sinal da cruz
Venho de um mundo lindo, no espaço não há igual
Mas nele impera o mal
Há dois mil anos idos, encantou-me esse lugar
Ali falei de amor e paz
De tantos curei as dores, só flores nas mãos levei
Com espinhos fui coroado, sem dó como um falso rei
Por eles crucificado, por eles pedi perdão
Foi tanto sacrifício, e tudo em vão
Covardes seres humanos, profanos, cruéis ateus
À Terra volta o outro, filho de Deus
Malditos se embebedaram, com o sangue que Ele vos deu
Vão conhecer a ira de Prometeu
Invoquem seus falsos deuses, carreguem todos canhões
Eu vou buscar seus negros corações
Que o Sol incendeie o céu, que os ventos açoitem o mar
O dia do Juízo vai começar
Cumpre com teu destino, que o Pai te acompanhe irmão
Mas todos os que cantarem essa canção
Não toquem os teus guerreiros, são aqueles que
abençoei
Com eles vou começar tudo outra vez
Que o Sol incendeie o céu, que os ventos açoitem o mar
O dia do Juízo vai começar.//
Música 176, R.Bozza.
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